SECRETÁRIA DE SAÚDE DE BRASILÂNDIA DE MINAS SOLTA NOTA SOBRE DOSES DE VACINAS VENCIDAS

A notícia de que milhares de pessoas tomaram a vacina AstraZeneca vencida alarmou a população nessa sexta-feira (02). De acordo com a Folha de S. Paulo, 26 mil doses do imunizante foram aplicadas nessas condições nos postos de saúde do Brasil.

 

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informa que as vacinas recebidas do Ministério da Saúde foram distribuídas e entregues aos municípios mineiros dentro do prazo e com prazo de administração anterior à data de vencimento.


A SES-MG realiza um rigoroso protocolo de conferência de todos os imunizantes antes de enviar para as 28 Unidades Regionais de Saúde. Este processo assegura o controle de temperatura, o acondicionamento das caixas de vacina, bem como a verificação dos prazos de validade. Para além deste processo, em cada remessa de vacina enviada aos municípios, uma nova Nota Informativa é emitida sobre o quantitativo de doses, especificidades, público-alvo e alerta quando o prazo de validade está próximo.


A SES-MG orienta que os imunizantes sejam administrados dentro do prazo estabelecido pelo fabricante. Minas Gerais recebeu 3 dos 8 lotes citados pelo jornal Folha de S. Paulo. O lote 4120Z001, com vencimento em 29/3, foi distribuído às URSs em 26/2, 1/3 e 19/3. Já o lote 4120Z005, com vencimento 14/4, teve distribuição para as URSs no dia 12/3. Em 5/4, a SES-MG realizou a última distribuição do lote CTMAV506 que tinha o prazo de validade para 31/5.


A SES-MG está em contato com os municípios para conferir se as aplicações foram realizadas fora do prazo e registradas no Vacinômetro e no SI-PNI , além de orientar as medidas que serão tomadas a partir do resultado desta análise.


Rosilene Rodrigues, Secretária de Saúde: Conselho Nacional de Secretarias municipais de Saúde (Conasems) informa e reafirma que os municípios brasileiros não aplicam vacinas com prazo de validade expirado. Embora o MS tenha envidado esforços contínuos para aprimorar o sistema de informação adotado para registro das doses aplicadas, ainda temos fragilidades que necessitam ser superadas. Temos insistido e cobrado sobre a fragilidade dos sistemas de informações do Ministério da Saúde, precariedade dos mesmos e a ineficiência para tomada de decisão.


Os profissionais destacados pelos municípios para aplicação das vacinas, adotam as boas práticas de vacinação, que entre vários itens observados, os lotes são devidamente verificados quanto ao prazo de validade e existe triagem rigorosa nesse processo. Em relação a matéria sobre aplicação de vacinas com prazo de validade expirado em 1.500 municípios brasileiros esclarecemos o seguinte:


No início da vacinação nos meses de janeiro e fevereiro o sistema de informações do PNI apresentava muita instabilidade, o que não permitia alimentação célere das doses aplicadas, com consequente atraso na digitação.


Além disso o tempo da digitação é muito maior que o tempo da vacinação, não é possível informar os dados em tempo real.


Data da digitação dos dados do vacinado não necessariamente corresponde ao dia efetivo de vacinação. Essa diferença chegou a 60 dias de diferença naquele momento.


Em locais de vacinação organizados para aumentar o acesso da população à vacina como drive thru, centros de vacinação, vacinação extramuros em algumas instituições (ILPI, penitenciárias, entre outros), os dados são inseridos no sistema de informação a posteriori.


Destacamos que o Brasil é um dos poucos países do mundo que tem registro individualizado e amplamente divulgado, com mais de 100 milhões de registros de doses aplicadas com várias varáveis individualizadas no sistema de informação adotado, mesmo com todos os problemas de conectividade e plataformas que temos.


Lembramos ainda que o número de doses de vacina para covid-19 adquiridas e distribuídas pelo MS, sempre foi muito aquém da necessidade para cumprirmos com o PNO, ou seja, na realidade assim que chegaram nos municípios foram imediatamente aplicadas, não havendo a possibilidade de expirar seu prazo de validade. Portanto, os municípios brasileiros priorizam o ato de vacinar e proteger a população e seguem firme no propósito de defesa do Sistema Único de Saúde – SUS.

 

Fontes:


Secretaria Municipal de Saúde

Reportagem da Folha de S.Paulo causa alarme injustificado sobre vacinas vencidas (diariodocentrodomundo.com.br)


47 visualizações