PANDEMIA: "fechar comércio é último caso", diz prefeito Oseias Queiroz

Atualizado: 31 de jan. de 2021

Setores do comércio, Executivo Municipal, Legislativo Municipal, profissionais da Saúde e Segurança Pública, se juntam para traçar caminho para Brasilândia de Minas na Pandemia.

Prefeito Oseias Queiroz fala, de pé. Abaixo vereadores e participantes conversam.


 

Nessa terça-feira (05/01), às 14h, reuniram-se, na Secretaria Municipal de Saúde, representantes do comércio, Executivo Municipal, Legislativo Municipal (com exceção do vereador Felipe Andrade - MDB, Edson Fernandes - MDB), profissionais da Saúde e Segurança Pública. A reunião convocada pelo prefeito Oseias Queiroz, em seu quinto dia de mandato, e a secretária Municipal de Saúde, Rosilene Rodrigues, teve o objetivo de encontrar uma saída para diminuição dos casos da Covid-19, em Brasilândia de Minas.


Vereadores Emílio e Vanda, de máscaras brancas. Secretária de Saúde de máscara azul e Gustavo de máscara preta.

O coordenador do Centro de Covid, Gustavo Rodrigues Oliveira apresentou os dados ao participantes: 501 casos confirmados; 12 casos ativos (11 em isolamento domiciliar e um internação clínica em João Pinheiro); 3 mortes e uma em investigação. A taxa de letalidade pelo coronavírus no Município é de 0,60% e a taxa de recuperação de 96,80. Apesar dos números parecerem favoráveis, segundo o coordenador, o número de mortes é alto para o tamanho da população (16.748 habitantes - IBGE Cidades) e ainda "espera-se um aumento para próxima semana , devido as festividades de fim de ano", afirma, Gustavo.


Rosilene Rodrigues, falou em tom apaziguador, em um momento de trabalho conjunto com todas os setores da cidade, "nós vivemos um período de tranquilidade e voltamos a viver um momento delicado, vidas valem muito, convidei vocês para nos ajudarem", disse a secretária no início da reunião.


"Não vamos pagar para ver, vamos assumir nossa responsabilidade para amenizar a gravidade dessa pandemia. Vou contar muito com o empenho de cada um. O melhor remédio é prevenir. Temos que somar forças nesse momento tão difícil que Brasilândia enfrenta.", de pé, assim falou Oseias.


Logo foram ouvidos os representantes do comércio, o presidente da associação dos Clubes, Oliveira, salientou que "fechar não funciona. As pessoas fazem festas em casas. Se cabe 120, eu coloco 60 e cobro todas as medidas que forem necessárias. Alugar para famílias. Já daria para minha luz, minha água [...]". Representante da Central de Compras, Diogo Antônio Rocha, disse que "os brasilandenses não estão sabendo cumprir as regras, não sabia que estava tão grave. Acho que a situação está muito focada no comércio e menos na população", concluiu.


Vereador Roberto no centro da imagem, e demais participantes.


O tenente Guilherme, falou das formas de atuação da Polícia Militar, já que os fiscais sofrem e são motivos de piadas quando exigem de um cidadão o uso de máscara, "a Polícia Militar tem alguns protocolos de atuação, o que a gente pode fazer é prestar apoio aos fiscais . Em descumprimento do decreto fazer a multa ou, em casos mais graves, fechar o comércio", prosseguiu o Tenente, "se a pessoa informar que está havendo um evento, podemos no máximo pedir que dispersem (e podem acatar ou não). Estaremos prontos para apoiar, fizemos barreiras, o que nos pedimos é um decreto para que possamos atuar", finalizou, Guilherme.


O presidente da Câmara, Willian da Mercearia, em nome dos vereadores ou por ele mesmo, pediu uma "cautela grande com os comerciantes".


Em resumo Oseias, afirmou que "fechar o comércio é último caso", agora, disse em definição da reunião, "faremos um decreto que vai acatar restrições para comércio, amparo para Polícia Militar apoiar os fiscais e divulgação em redes sociais, carros de som...para conscientizar a população", finalizou o Prefeito.


 

*Fonte: https://www.brasilandiademinas.mg.gov.br/transparencia-covid19.html?fbclid=IwAR0xTtrFoxKtjE5SRpEXI3DP5mncgrA5ph9PPerWiEdSumtHdyuB15vj94Q

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