O BRASILANDENSE FEITO DE IDIOTA


O vice-prefeito, Doutor Ramon, disse que renuncia, não renunciando, já que continuará vice-prefeito, mesmo não sendo mais o vice-prefeito.


 

Talvez o maior erro do ser humano seja subestimar a inteligência de outro ser humano. E o maior erro do político seja querer fazer o povo de idiota, de quem recebeu o bem-maior que um cidadão e a comunidade pode dar-lhe, o voto.


Antes é preciso que se explique que o termo (idiota) no título não é empregado na forma entendida ou aplicada pelo senso comum ou em uma busca rápida no Google: que, diz-se de ou pessoa que carece de inteligência, de discernimento; tolo, ignorante, estúpido. Os gregos entendiam que O idiota era um sujeito que não estava integrado na polis (cidade); aquele que não se interessava ou não participava dos assuntos públicos (de grande importância naquela época) e só se ocupava de si próprio. Desta concepção vem a raiz da palavra idiota, o termo “idio”, que significa próprio. E é esse o significado que busca atribuir-se a palavra neste artigo.


E já aproveita-se para dizer sobre Foro, que nasce em contraposição a isso, pois quer dizer: praça pública; local onde são processados assuntos relacionados com a justiça, política e com o Direito.


Porém, nada tem de grego essa ladainha. Mais brasilandense que o pé da serra é o FORO e toda essa falácia que tentam enfiar goela abaixo da população que, por muitas vezes, tapa os olhos para os absurdos, como tapam os olhos para o sol do meio-dia (que é o mesmo de todas as horas).


Mas o que é o absurdo? O absurdo não é o prefeito Oséias Queiroz (e seus conselheiros) terem utilizado da popularidade de Doutor Ramon (a popularidade comum dos médicos); O absurdo não é a própria renuncia de Doutor Ramon, que ainda que fira o compromisso que assumiu com a população, tem o direito a renuncia. Enfim, sem mais papo furado, o absurdo foi a forma com a qual resolveu-se fazê-la.


PARTE 1


[NELSON RIBEIRO O DEDO FEROZ DA OPOSIÇÃO, DE "PERFIL-DUVIDOSO"]


O administrador do grupo, no Facebook, Brasilândia Notícias (que conta com 5,5 mil membros), Nelson Ribeiro, publicou na noite de 19 de fevereiro, às 20h51:


Notícia urgente e oficial! O vice Prefeito [vice-prefeito] dr. Ramon renunciou o [ao] cargo,

o que já era suficiente e necessário, mas continua de forma debochada,

é sempre bom lembrar que vc [você] foi feito de otario [otário] e elegeu uma máfia - digitou, Nelson.

É bom se atentar para a segunda parte do conteúdo publicado, que não contribui em nada para a análise, já que o discurso agressivo contido na frase tem efeito oposto. O eleitor que voltou na chapa Oséias-Ramon, ao invés de olhar de forma reflexiva para o assunto e entender que foi uma puta-de-uma-sacanagem, vão agarra-se ainda mais e cegamente as atitudes, seja qual forem, de seus eleitos, por um orgulho comum aos brasilandenses e a toda raça humana. De forma mais objetiva: traga para o lado, não bata de frente, ainda mais em para-choque amaçado.


Mas agora você questiona, leitor! Ah, mas e quanto ao título desse artigo (que já foi esclarecido no início do texto exatamente por esse motivo)? No título o termo idiota, como explicado e reexplicado, não é usado como insulto e, além disso, é atribuído de forma generalizada, sem importar a quem voltou nesse ou naquele candidato. Com a intenção de provocar a população a um olhar crítico da situação.


PARTE 2


[RAMON DESMENTE A SUPOSTA "FAKE NEWS" DAS MÁS LÍNGUAS FACEBOOKEIRAS]



Bom! Até aí, Nelson deu como mentiroso e o "perfil-duvidoso", realmente era duvidoso. Doutor Ramon desmente a suposta fake-news, "não renunciei" e ainda reforça seu compromisso:


Continuo firma [firme] com Oséias e de agora em diante [,] cada vez mais. E vou manter minha palavra de lutar por uma Brasilândia melhor - respondeu, Ramon.

Porém não pode-se esquecer das palavras iniciais, "se for tomar essa decisão irei comunicar a toda população", deixou no ar o até então vice-prefeito.


PARTE 3 (E O FIM)


[O GRANDE ANÚCIO]


Caro leitor, aos pouco que chegaram até esse ponto do artigo e o mais crucial de todos, peço que perdoem a indispensável gastação de palavras para compor o argumento contido nessa tela e, cabe dizer, que seriam necessárias outras mais. Vamos ao que importa!



[ATENÇÃO: é fundamental a visualização do vídeo (acima) do início ao fim].


Ramon abre a fala com um trecho do salmo 125:


Os que confiam no SENHOR serão como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre - Salmos 125:1.

Depois diz sobre as "pessoas que caluniam", novamente em referência as más línguas, e pergunto-lhes se a partir da publicação deste artigo esse site, que cumpre a modesta função de informar e opinar quando preciso, passa a ser uma dessas más línguas, obras do "inimigo"?


Ainda acrescenta sobre o decreto e como foi composto, o que já foi debatido em reportagem anterior.


Por fim, chega-se ao "x" da questão, o indigerível, ao absurdo, a completa subestimação da inteligência dos brasilandenses e é necessário que seja transcrito para crê:


Olha gente! A função de vice-prefeito eu vou continuar exercendo, de ajudar e auxiliar Oséias na administração. Essa função de vice-prefeito eu não abro mão de forma nenhuma [...]. Agora o título de vice-prefeito [faz aspas com as mãos], o cargo de vice-prefeito [...], decidi junto com Oséias e um grupo de advogados, abrir mão [...] - disse, Ramon, no vídeo, em alto e bom som.

A necessidade da transcrição é devido ao descabimento dessa afirmação, que se contradiz em cada vírgula de texto e, além disso, é de uma ousadia pensar que o povo brasilandense irá aceitar isso cabisbaixo, não pela renúncia, mas por um justificativa tosca, sem nenhum fundamento (e talvez estejam certos). Com todo respeito a pessoa do ex-vice-prefeito, Ramon, que tem uma história de vida admirável, que transparece e, certamente, é uma pessoa integra e ainda que fale em ser eleito por Deus, Deus que não tem nada haver com isso, já que deu o livre arbítrio para cada indivíduo tomar suas decisões (e se responsabilizarem por elas), assim como escolher seus representantes. Ainda assim, não se pode admitir algo tão desrespeitoso quando esse discurso. Se Ramon dissesse, "não, realmente renunciei, pois nasci para ser médico e exercer minha função de médico", seria mais justos com seus eleitores, com os brasilandenses e talvez nesse houvesse artigo para tal.


 

Notas:


¹ esse artigo não apresenta verdades, apenas opinião do autor.

² esse artigo não tem a intenção de ofender nenhum dos citados, são pessoas públicas e sabem que estão sujeitos a críticas e elogios.

³ o FORO sempre dá o direito de resposta a quem quer que seja.


*não se preocupe, esse artigo não alterará nada na sociedade brasilandense e nem tem a intenção disso, quiçá será lido.

Fonte:


(4) BRASILÂNDIA NOTÍCIAS | Facebook

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