GEOVANI VILELA, SEM LIMITES: MÚSICO BRASILANDENSE NO SPOTIFY

Geovani Vilela, músico brasilandense, topou uma entrevista com o FORO e falou sobre seu novo álbum, Sem limites, e comentou sobre a carreira e como é fazer e viver de música em Brasilândia de Minas.


 

O novo álbum autoral do cantor e compositor brasilandense Geovani Vilela está no Spotify e em todas as outras plataformas digitais. Esse é o segundo álbum do cantor, o primeiro lançado em 2010, em uma fase, mais "Gospel", se assim pode-se dizer. Já o segundo álbum, Sem limites, vem com uma pegada completamente diferente, também pelos dez anos que os separam.


Sem limites,calculadas as proporções, tem uma pegada meio raulzito (Raul Seixas), fase-Paulo-Coelho (de Gita, Tente Outra Vez). A música de Vilela, carrega em si essa característica motivacional, em sentido de trajetória pessoal, (derivada do Gospel), explicita no trecho da música de trabalho do artista "já cheguei até aqui. É covardia desistir. Quantos muros derrubei...". É fica ainda mais evidente essa carga em Seguir com Fé, faixa onze do álbum.

O que mais chama atenção no disco é a mistura de estilos musicais e como Vilela conseguiu transitar entre eles sem o efeito-frankenstein. As canções têm uma linearidade, constância, e, acima de tudo, sentido entre si. O álbum inicia-se de forma brilhante com Crônica de um Dia Sombrio, que não deixa à desejar a nenhum fã de blues, e, sem dúvidas, é a melhor faixa entre as 16 do álbum e a que projeta Vilela como um verdadeiro artista. E o artista segue o som com MPB, Gospel, Folk, Pop-rock, Reggae (no momento mais brando do álbum).

Ouvir Tua Voz, essa talvez a música que "pegue" (fácil, leve e melódica) pode ser a que caia no gosto do pessoal. Última faixa que encerra um roteiro com início, meio e fim.

Em meio a correria do dia a dia, entre aulas e afazeres comuns da vida musical, Vilela respondeu às perguntas do Redator.


GUSTAVO RUBIM: Há quanto tempo você trabalha com música?


GEOVANI VILELA: A música sempre fez parte da minha vida, pois na minha família tive várias referências, como o meu tio Pedro Vilela e meu primo Zezinho. Além do mais, sempre tive um instrumento por perto, pois o meu pai (Geraldo Vilela) toca violão e sanfona. Então cresci ouvindo música, seja ao vivo, no rádio, em discos, fitas ou CDs.


Mas comecei a trabalhar com música em 2003, quando comecei a dar aulas particulares de violão. No final de 2006 comecei a cantar em bares, eventos gerais. E desde então trabalho como professor de música e cantor.

GR: Dá para viver de música em Brasilândia?


GV: Depende do que você se propõe a fazer, seja lecionar música, cantar ou tocar. No meu caso tive momentos bons e difíceis, mas não tenho do que reclamar, pois desde 2006 trabalho com música na cidade e tive muitos alunos, sejam particulares, sejam em projetos de escolas, prefeitura ou governo. E como cantor e instrumentista, me apresentei em muitos e muitos lugares, cidade e região (bares, casamentos, eventos particulares, públicos).

GR: Você sente o seu trabalho reconhecido?


GV: Tudo é de acordo com o empenho que coloco no que estou fazendo, se trabalho com dedicação e entusiasmo o trabalho é reconhecido. Já toquei em diversos lugares, em vários estados, e sempre sou bem recebido e tenho uma boa aceitação. O que atrapalha minha caminhada musical é a minha procrastinação. Se eu me entregar completamente os resultados serão compatíveis. As pessoas ouvem e assistem aquilo que as cativam.


GR: Você é ouvido?


GV: Sim, como disse anteriormente, a proporção depende do meu empenho em trabalhar e divulgar minhas músicas. Tenho trabalhado bastante na divulgação na internet e alcançado público de várias partes do mundo por meio do Spotify, Youtube, Facebook e Instagram, por exemplo.


GR: Como a pandemia afetou seu trabalho?


GV: Travando tudo quanto é possibilidade de tocar ao público, devido a não poder haver aglomerações. E também tenho familiares no grupo de risco, sendo assim, devo me manter isolado para evitar me contaminar e passar para os meus pais, por exemplo.

PARTE 2

GR: Qual a diferença entre o segundo e o primeiro álbum?


GV: Entre o primeiro álbum autoral e o segundo há uma distância de uma década. Então muita coisa aconteceu nesse ínterim. O primeiro álbum é mais MPB, embora seja um pouco mesclado, com duas canções românticas, duas faixas gospel e mais suavidade na voz, um certo entusiasmo por ser o primeiro disco autoral.

Este segundo está mais autobiográfico, mais eclético, mais agressivo quanto a pegada e arranjos, ousei mais com relação aos ritmos, tem até um blues! Porém tem um tom de tristeza no início do disco, fazendo uma progressão psicológica até chegar a um estado de poesia e espiritualidade na última faixa “Ouvir Tua Voz”. Narra tipo uma trajetória.


GR: Onde você busca inspiração para escrever as músicas?

GV: Isso depende do momento, da fase pela qual eu esteja passando. Tenho composições alegres, tristes, espirituais, reflexivas, positivas... Me inspiro na vida como um todo, pois como afirmo em uma canção do primeiro disco: “Além do bem e do mal está a sabedoria", já dizia o eterno Nietzsche com sua ousadia.


GR: Me fale sobre a ideia da variação de estilos?


GV: A minha intenção foi colocar no álbum os estilos que mais gosto de tocar e ouvir, como por exemplo o Folk com a canção “Sem Limites e Tristeza, Vá embora” a Balada “O tempo de Deus” e o Reggae “Retomando a direção”.


GR: O quanto os App's (aplicativos) te ajudam na divulgação do seu trabalho e de outros músicos independentes?

GV: Hoje em dia os App,s de streams, que são as plataformas digitais (ou lojas de música virtual) são as vitrines dos artistas, sejam independentes ou de grandes gravadoras. E o fato de poder compartilhar através desses App's ajuda muito mesmo. Eu mesmo aproveito todas as ferramentas disponíveis na medida em que as conheço. Existe por exemplo a One RPM, da qual faço parte, que é uma plataforma que distribui os trabalhos sejam em áudio ou vídeo para todas as outras plataformas. Esses meios digitais são fundamentais para divulgação e engajamento com o público. Além das plataformas de stream, também uso as redes sociais para divulgar e interagir com o público, seguidores e descobrir novos caminhos.


G.R: Geonani, sinta-se abraçado pelo FORO, estaremos sempre de portas abertas para você e os artistas brasilandenses, que já têm de enfrentarem inumeras dificuldades. Foi um prazer falar com você e apresentar para o pessoal um pouco da sua arte. Certamente Brasilândia se sente orgulhosa de você. Até breve!


GV: Gustavo, muito obrigado pelo apoio, por dar a mim esse espaço para falar sobre minha carreira e meus trabalhos. E parabéns pela iniciativa do seu Blog Foro de Brasilândia de Minas! Sucesso na caminhada!


 

Contato:


(38) 98844-5333/ (61) 998615422 (WhatsApp)

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